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Fonte: Somar Meteorologia




30/01/2012: Anvisa abre consulta pública sobre proibição de dois tipos de agrotóxicos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu consulta pública para avaliar a possível proibição dos inseticidas parationa metílica e forato, utilizados na produção de algodão, feijão e soja. O processo encerra no dia 23 de março. De acordo com o órgão, as substâncias, cujo uso não é permitido na União Europeia e restrito nos Estados Unidos, podem causar danos à saúde. De acordo com o gerente geral de toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meirelles, o órgão recomenda a retirada dos produtos do mercado brasileiro.

- Tem o risco crônico, que é o que principalmente fundamentou a decisão da agência. Isso independe de dose. É claro que, quanto maior a dose, maior o risco, mas em pequenas doses se pode provocar um dano ao sistema reprodutor ou uma mutagenicidade em células, que independe dessa quantidade de exposição - explica.

Em quantidades que ultrapassam o limite recomendado, os agrotóxicos podem ainda contaminar os alimentos, segundo a professora de toxicologia da Universidade de Brasília, Eloísa Dutra Caldas.

- Os níveis encontrados nos alimentos podem ser muito altos e, dependendo do alimento e do padrão de consumo pela população, isso pode representar um risco para a saúde do consumidor de alimentos também - diz. Representantes da indústria de defensivos consideram o processo de substituição de tecnologias um avanço. Entretanto, para o diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Eduardo Daher, existe um problema de lentidão na liberação de novos produtos.

- A média de novos ingredientes ativos que vão entrar no mercado, que deveriam por lei ser avaliados e colocados à disposição em 120 dias, está levando 38 meses. Isto é uma crítica ao sistema burocrático e em última instância um desserviço ao agronegócio brasileiro - ressalta.

A Anvisa informa que 99% dos processos de registro de novos produtos encaminhados ao órgão têm algum tipo de deficiência e que as adequações acabam provocando a demora na liberação.



Fonte: IRGA / Notícias Agrícolas / Planeta Arroz / Portal do Agronegócio


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