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09/01/2012: Frutas exóticas ajudam a diversificar produção no RS

Em meio a parreirais característicos da região da serra no Rio Grande do Sul, frutas exóticas vêm pedindo espaço na região. Delicadas e diferentes, variedades como o physalis, o figo-da-índia, a atemoia e a cherimólia ocupam pequenas extensões, mas já são garantia de diversificação.

Apesar de gerar um rendimento maior, essas frutas exigem investimentos extras, já que têm custos de produção mais elevados e necessitam de cuidados especiais. A geada, tão presente na serra, pode ser fatal para as plantas, normalmente originárias de países quentes.

Em Vacaria, a physalis está sendo cultivada pela empresa Italbraz, especializada em pequenas frutas. Podendo ser consumida in natura, tem como uso principal a fabricação de doces finos. A geleia produzida com ela também é apreciada. A estrutura da fruta é semelhante a de um tomate, mas envolta por uma cachopa.

Inaugurada em 1990, a Italbraz produz physalis há seis anos. Tem 35 hectares de terra em Vacaria, onde são produzidos morango, framboesa, amora e mirtilo. Em um espaço de apenas meio hectare, colhe de 3,5 a quatro mil quilos da physalis. Frutas produzidas por agricultores de outras partes do Estado, como David Canabarro, também são vendidas pelo grupo. O destino são empresas especializadas na produção de doces em Vacaria e Porto Alegre, além da capital paranaense, Curitiba, e São Paulo, o grande mercado.

De acordo com o gerente técnico da Italbraz, Paulo Cesar Tessaro, as plantas iniciam a produção ainda no primeiro ano e suportam bem o frio. Além de Vacaria, a empresa tem meio hectare da fruta, a ser ampliado para um hectare, em Balneário Gaivotas (SC). O preço pago ao produtor é de R$ 10,00 a R$ 14,00 o quilo. A empresa vende por R$ 25,00 a R$ 27,00.

Também exóticas, a atemoia e a cherimólia são cultivadas pelo produtor de uva do distrito de Faria Lemos, Deonelo Debiasi, 37 anos. As primeiras mudas vieram de São Paulo e do Equador em 1999. Hoje, Debiasi tem sete hectares no distrito de Tuiuty. A escolha do terreno foi proposital, no local, próximo ao Rio das Antas não há geada tão intensa como em Faria Lemos, onde o agricultor mora e produz uvas. Na última safra, Debiasi colheu 30 toneladas de atemoia e cherimólia, quantidade que estima ampliar para cem toneladas com os pés plantados no ano passado (que começam a produzir em dois anos). O valor médio pago pelo quilo da cherimólia é de R$ 5,00, e pela atemoia, entre R$ 2,80 e R$ 3,00.

Origem

- A physalis é originária da Colômbia.

- Embora se chame figo-da-índia, essa fruta tem origem incerta, mas algumas fontes apontam o México.

- A cherimólia (também chamada de chirimoia) vem do Equador, da Bolívia e do Peru. A atemoia é um híbrido da fruta-do-conde.



Fonte: IRGA / Notícias Agrícolas / Planeta Arroz / Portal do Agronegócio


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