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30/07/2010: Preços do milho têm queda acentuada em julho

O milho apresentou em julho queda acentuada nos preços de comercialização da saca em relação ao mês anterior, o que ampliou a margem de prejuízo dos produtores do cereal. Foi o que mostrou o boletim Custos e Preços, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que analisou seis municípios. O pior desempenho foi observado em Unaí (MG), onde o produtor operou no vermelho em R$ 6,57 por saca de 60 quilos. Este resultado veio da diferença entre R$ 18,07 por saca do Custo Operacional Total (COT) e R$ 11,50 por saca do valor de comercialização.

Além do município mineiro, o levantamento mostrou cenário negativo em mais três das seis regiões pesquisadas. Em Rio Verde (GO), a diferença entre o valor de venda da saca e do COT ficou negativa em R$ 4,72. Nos municípios paranaenses de Londrina e Campo Mourão, o cereal também não deu bons resultados, e os produtores destes dois municípios tiveram um prejuízo médio de R$ 4,29 por saca e R$ 3,77 a saca, respectivamente. Segundo a superintendente técnica da CNA, Rosemeire Santos, o mercado interno está abastecido e ainda há grande volume do cereal estocado.

Já em Primavera do Leste (MT), que mostrou o pior cenário de preços nos meses anteriores entre as regiões pesquisadas, o preço reagiu em relação a junho, subindo de R$ 11,16 para R$ 17 por saca. Desta forma, a diferença entre custo total e preços caiu de R$ - 5,97 a saca no mês passado para R$ - 0,13 a saca. Apesar da recuperação, o produtor ainda trabalha com margem negativa, mas os sinais de melhora são atribuídos aos leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), que permitiram a retirada de parte do cereal estocado para exportação.

- A maior demanda de alguns países influenciou o aumento da demanda nos leilões de PEP - argumenta a superintendente técnica da CNA. O mecanismo do PEP, acrescenta Rosemeire Santos, é hoje a principal aposta para tentar reverter o cenário de queda dos preços.

O boletim Custos e Preços verificou também cenário negativo para os cafeicultores em quatro de cinco regiões pesquisadas. Em Ribeirão do Pinhal (PR), por exemplo, a margem ficou negativa em R$ 258,27. O custo total neste município chegou a R$ 503,27, mais que o dobro do preço de comercialização da saca de 60 quilos, de R$ 245,00, pelo fato de a colheita ser manual, o que exige gastos com mão de obra, o principal item dos custos de produção na atividade. Outro fator é que a média salarial no Paraná para os trabalhadores é superior a de outras regiões. Em Iúna (ES), o COT superou o valor de venda em R$ 104,4 a saca, enquanto em Santa Rita do Sapucaí (MG) o prejuízo médio para o cafeicultor foi de R$ 86,11 a saca.

Fonte: Portal do Agronegócio / Notícias Agrícolas / Planeta Arroz



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