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29/07/2010: Aumento da demanda de Arroz sustenta cotação

O Indicador do Arroz Cepea-Bolsa Brasileira de Mercadorias/BVM&F (Rio Grande do Sul, 58 grãos inteiros) subiu 0,82% de 19 a 26 de julho, fechando a R$ 27,08/sc de 50 kg na segunda-feira, 26. Na parcial de julho, o Indicador acumula aumento de 1,7%. De modo geral, empresas consultadas pelo Cepea, que limitavam as compras ao arroz em depósito em seus armazéns, ofertaram preço também para compras de arroz "livre". Do lado vendedor, produtores negociaram lentamente, à espera de preços maiores. Esses vendedores alegam que têm comercializado lotes a valores abaixo do custo de produção.

Novas perspectivas da cultura do arroz serão discutidas na quinta-feira em Cuiabá

Com objetivo de destacar a importância da rizicultura mato-grossense, debater os principais problemas, apresentar os trabalhos que vêm sendo feitos e as propostas do projeto "Desenvolvimento de tecnologias para a cadeia produtiva do arroz de terras altas em Mato Grosso". O Sindicato das Indústrias da Alimentação da Região Sul de Mato Grosso (Siar-Sul/MT), a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer-MT), o Sebrae-MT e a Embrapa Arroz e Feijão, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), irão realizar dia 29 de julho, na Federação das Indústrias de Mato Grosso, uma reunião para discutir o projeto que está em andamento e cuja execução prevê ações até o ano 2012.

O evento é aberto para rizicultores, empresários da indústria do arroz, assistentes técnicos, representantes de instituições públicas e de organizações ligadas à produção do arroz no Estado. Na ocasião, serão debatidas também, atividades adicionais ao trabalho e a integração de novos parceiros.

Com produção atual de 800 mil toneladas de arroz (safra 2009/2010), Mato Grosso busca com o projeto de desenvolvimento da cultura, mostrar a nova característica à rizicultura mato-grossense, que tradicionalmente é realizada em áreas recém-desmatadas. Outra finalidade é inserir o arroz em sistemas de rotação de culturas com a soja e o milho, bem como empregá-lo como cultivo para a recuperação de pastagens degradadas principalmente nas regiões norte, nordeste e sudeste de Mato Grosso.

Segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso, Mauro Cabral, espera-se aumentar as oportunidades para a obtenção de um grão de melhor qualidade, que incremente a competitividade do produto no mercado. "O trabalho esforça-se ainda no sentido de promover o entendimento entre empresários de diversos segmentos da cadeia produtiva e agricultores. O Estado do Mato Grosso é o maior pólo brasileiro de produção de arroz de terras altas, antigamente chamado de arroz de sequeiro", explicou Cabral.

Fonte: Portal do Agronegócio / Notícias Agrícolas / Planeta Arroz



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