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28/07/2010: Com demanda asiática firme preços do milho devem subir 9%, diz Rabobank

Os preços do milho devem subir em média 9% nos primeiros três meses de 2011 já que produções menores na Europa, Rússia e Ucrânia irão impulsionar a demanda de exportações dos Estados Unidos para a Ásia, informou o Grupo Rabobank.

Nesse período de três meses do próximo ano, que se encerra no dia 31 de março, a média de preços será de US$4,25 por bushel na Bolsa de Chicago, disse Luke Chandler, diretor executivo do mercado agrícola do Rabobank.

"Nós passamos por uma alta nos preços por conta de uma queda na produção mundial de grãos. E podemos ver uma alta na demanda alimentar por grãos se voltando para o milho dos Estados Unidos" para evitar o risco de perdas na produção na Europa e na região do Mar Negro, disse Chandler.

A demanda irá aumentar paralelamente ao recuo da produtividade nos EUA, onde as lavouras receberam muita chuva este ano, explica o analista. Os Estados Unidos é o principal produtor e exportador do cereal.

A média da produtividade nos Estados Unidos pode cair para 171,45 sacas por hectare (162 bushels por acre), menos do que o índice de 173,05 sacas (163,5 bushels) previsto anteriormente este mês pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e menor também do que o recorde de 2009 - 174,32 sc/ha (164,7 bushels/acre).

"As estimativas de produtividade serão cada vez mais importantes para determinar a quantidade de milho que poderá ser atender a demanda. Os estoques norte-americanos já se mostram apertados" com o USDA se baseando em previsões de produtividade maiores, diz Chandler.

Os preços do milho também podem subir na Bolsa de Chicago por conta do produto norte-americano ser mais para os importadores na China. As cotações a futuro na Bolsa de Dalian já avançaram 4,1% este ano, comparado aos 8,9% de queda na CBOT.

A expansão da economia chinesa está impulsionando a demanda por alimentos no país, como carne, leite e ovos.

Importações de milho da China devem atingir 15 mi de t em 2014/15

As importações de milho da China irão disparar de 1,7 milhões de toneladas este ano para 5,8 milhões de toneladas no próximo ano, e alcançar ainda 15 milhões de toneladas na temporada 2014/15, informou um relatório do Conselho de Grãos dos Estados Unidos.

Especialistas de indústrias afirmaram que o país pode, muito em breve, se tornar um importador líquido, já que a produção interna está longe de atender e superar a demanda.

"O valor estimado, se confirmado, será o maior em 10 anos", disse Yang Xiaoyun, analista da CIFCO Xangai (China International Futures Co Ltd).

O Conselho de Grãos dos EUA disse que, em maio, a China procurou por embarques norte-americanos de milho que totalizavam cerca de 1 milhão de toneladas. Essa foi a maior compra em 14 anos. Analistas dizem ainda que mais compras também são prováveis.

A China se manteve como exportador líquido de milho até 2009, quando a produção interna caiu de 160 milhões de toneladas em 2008 para 20 milhões de toneladas em 2009 como resultado de uma severa seca que assolou o país.

Essa expressiva redução da safra promoveu uma alta muito grande nos preços do cereal no mercado externo, o que também motivou as importações. Só este ano, as cotações já acumulam uma alta de 8,8%.

"Os altos preços na China também são um fator determinante por trás das importações crescentes, já que os compradores podem conseguir mais lucro com as compras além-mar", diss Ma Wenfeng, analista da consultoria Beijing Orient Agribusiness Consultant Ltd.

A demanda por milho, particularmente por parte da pecuária e das indústrias processadoras, também tem crescido rapidamente.

"Em cinco anos a China pode ser tornar um importador líquido caso a demanda continue crescendo em níveis tão rápidos como os já vistos", diz Ge Huanna, ananlista da Wanda Futures Ltd Co.

O consumo de milho pela indústria pecuária apresenta uma recuperação depois da queda gerada pela crise econômica mundial de 2008. Nesse período, os preços da carne suína também reagiram, apresentando altas de 6,8%. Esse aumento nos preços da carne resultou no ingresso de mais produtores no setor de suínos, gerando mais demanda por milho, colaborando com as importações.

Mesmo que a demanda continue crescendo, a safra de milho dificilmente consiga manter o ritmo. A taxa de crescimento anual da produção chinesa do grão está de 2 a 3% aquém do crescimento de 10% da indústria de transformação.

Fonte: Portal do Agronegócio / Notícias Agrícolas / Planeta Arroz



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